segunda-feira, 27 de julho de 2015

Incompreensão!



Existe momentos em que a solidão nos abate! Mesmo estando rodeados de pessoas, sempre há um momento em que a amargura, o desprezo, a incompreensão, a rejeição (seja ela qual for), as calúnias vem de onde você menos espera. E pior, de pessoas que você menos imaginava!


Eu, você, ele, nós, vós, outros quais quer que sejam, sempre passam por momentos em que um vazio, uma solidão invade nosso ser!

Podemos estar em meio a maior micareta carnavalesca da Bahia, ou na mais deserta das praias, há sempre um momento no qual nós sentimos só!
Palavras, seja ela qual for, dada apenas por dar, ou, com a intenção de ferir, causam danos imensuráveis que tornam-se pior que qualquer ataque com uma espada de dois gumes.
Ninguém pode interferir na opção, decisão ou escolha de alguém! Ninguém tem o direito de ferir alguém se aos seus olhos não é certo, não é possível ou se não for sua vocação!
Agora falo por mim, eu tomo minhas decisões! Eu sou suficientemente capaz de fazer minhas próprias escolhas! E luto dia e noite para descobrir qual é a minha vocação!
TENHO O TOTAL DIREITO DE ERRAR, "EU SOOOOOU HUMAAAAANO!
Não queira impor seu achismo sobre mim.
Enquanto você imagina minha derrota, eu luto pela minha vitória!
Há palavras que ferem a alma.
"[...]Isso não é para você! Procure outra coisa! Você não tem o dom para isso! Você não serve para isso! Mude enquanto a tempo! Você não tem aparência para isso!"
Mas só uma pergunta, quando foi que eu perguntei isto?
Quando foi que vc me ouviu dizer que seu achismo me levaria ao sucesso?
Expresso minha revolta nas palavras, pois sei que nelas posso dizer o que eu quiser sem que ninguém me impeça.
Se você se sentiu ofendido, imagina quem ouviu essas palavras!
Como a rainha da literatura Clarice Lispector disse (para mim ela é, se não for para você, "doce") -Enquanto existir perguntas e não houver respostas, continuarei a escrever!
Modificando sua frase, -Enquanto existir achismos maliciosos, continuarei a destruir qualquer imposição escrevendo!
É difícil suportar a alegria dos outros?
Nossa "vei", eu não consigo entender o porque de existir pessoas querendo dar tanto "pitaco" na vida dos outros!
Minhas escolhas!
Minhas decisões!
Meu planos!
Meus sonhos!
Meus desejos!
Meus projetos!
MINHA VIDA!
Reparou que o que é meu eu cuido?
Guarde sua opiniões para vc! Ou melhor, use-a para SUA vida! Haaaaaaah espera só mais uma coisa!
Seja feliz!
- Doug Abreu!

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Inconstância dos bens do mundo - Gregório de Matos, vulgo "Boca do inferno"!


 Moraliza o poeta nos ocidentes do Sol a inconstância dos bens do mundo
Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,

Depois da Luz se segue a noite escura,

Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.

Porém se acaba o Sol, por que nascia?
Se formosa a Luz é, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?

Mas no Sol, e na Luz, falte a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.

Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Gisberta!



O mais mediático e chocante dos relatos e divulgação de crimes motivados por discriminação com base na orientação sexual, em Portugal, foi a morte de Gisberta Júnior, conhecida como Gis, em Fevereiro de 2006, no Porto. Gisberta tinha 44 anos, era brasileira, seropositiva, sem-abrigo e transexual. Em Portugal há 25 anos, estava já muito doente quando foi agredida. Foi espancada por um grupo de jovens durante três dias e atirada para o poço de um prédio em obras, onde acabou por morrer afogada. Os menores foram condenados por maus tratos a penas entre os 11 e os 13 meses de internamento - o Ministério Público deixou cair a acusação de homicídio por a autópsia não comprovar que as lesões causaram a morte. A decisão motivou muitas críticas por parte das organização de defesa dos direitos da população gay, lésbica, bissexual ou transgénero em Portugal, que consideram que este foi um "crime de ódio" e que a pena ficou muito aquém da gravidade da agressão.
Morte de Gisberta chocou o País

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Os Ombros Suportam o Mundo Carlos Drummond de Andrade

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.

Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram. 
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teu ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança. 
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.
Os versos acima foram publicados originalmente no livro "Sentimento do Mundo", Irmãos Pongetti - Rio de Janeiro, 1940.  Foram extraídos do livro "Nova Reunião", José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1985, pág. 78.

"Umas e Outras." - Chico Buarque.

Se uma nunca tem sorriso
É pra melhor se reservar
E diz que espera o paraíso
E a hora de desabafar
A vida é feita de um rosário
Que custa tanto a se acabar
Por isso às vezes ela pára
E senta um pouco pra chorar
Que dia! Nossa, pra que tanta conta
Já perdi a conta de tanto rezar

Se a outra não tem paraíso
Não dá muita importância, não
Pois já forjou o seu sorriso
E fez do mesmo profissão
A vida é sempre aquela dança
Onde não se escolhe o par
Por isso às vezes ela cansa
E senta um pouco pra chorar
Que dia! Puxa, que vida danada
Tem tanta calçada pra se caminhar

Mas toda santa madrugada
Quando uma já sonhou com Deus
E a outra, triste enamorada
Coitada, já deitou com os seus
O acaso faz com que essas duas
Que a sorte sempre separou
Se cruzem pela mesma rua
Olhando-se com a mesma dor
Que dia! Nossa, pra que tanta conta
Já perdi a conta de tanto rezar
Que dia! Puxa, que vida danada
Tem tanta calçada pra se caminhar
Que dia! Cruzes, que vida comprida
Pra que tanta vida pra gente desanimar