sábado, 26 de setembro de 2015

Olhando ao Meu Redor 01

Hoje, ao efetuar uma compra, observei que vários comentários sobre o desenvolvimento da espécie humana fazem sentido.
Ao analisar olhos pedintes sobre as vitrines, desejos lançados sobre panfletos demonstrativos de pequenas ofertas. Vi um ego lancinante que pedia pelo consumo. Um ego que ultrapassava os limites da necessidade e encarava de frente a vaidade, a luxuria e o status social de que "eu tenho que ter, para ser"!
Momentos como de crianças chorando por um pequeno brinquedo e de idosos lamentando seus baixos níveis de compra, me fez pensar algo: por que a aparência tenta inibir cada vez a mais a necessidade? por que os corações se sobrepõem cada vez mais à ganancia e ao ego? Por que este exagero nao é sobreposto sobre as necessidades alheias? Por que é tão difícil ajudar sem questionar, se doar sem querer algo em troca?
Níveis lancinantes de porquês vêm à minha mente para me questionar e me por em pensamentos internos se, realmente, será esse o nosso ápice evolutivo.

Por, Doug Abreu.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Consoada. Bandeira, Manuel.


Consoada

Quando a Indesejada das gentes chegar

(Não sei se dura ou caroável),
Talvez eu tenha medo.
Talvez sorria, ou diga:
- Alô, iniludível!
O meu dia foi bom, pode a noite descer.
(A noite com seus sortilégios.)
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
A mesa posta,
Com cada coisa em seu lugar.
- MANUEL BANDEIRA